1.
Primeiras
impressões
O primeiro passo para
utilizar o Google Classroom, como na maioria dos serviços oferecidos pela
internet, é a criação de uma conta, um login
com usuário e senha. A página oficial, está localizada no endereço <https://www.google.com/intl/pt-BR/edu/classroom/>.
As informações de apresentação e alguns textos explicativos se encontram em
português brasileiro, o que sugere a priori
uma adequação do serviço ao território nacional.
Os
textos contidos na página inicial fomentam o uso do aplicativo e ainda
apresentam alguns dos recursos disponíveis, bem como algumas informações
básicas para o internauta novato no Classroom.
Um
ponto que chamou bastante atenção foi o fato de aparentemente os recursos
disponibilizados serem direcionados a professores de maneira individual, para
que cada docente otimize suas aulas de acordo com as necessidades subjetivas,
vide: “O Google Sala de aula, desenvolvido para ajudar os professores a criar e
receber tarefas sem usar papel, inclui recursos que poupam tempo, como a
possibilidade de fazer uma cópia de um Documento Google automaticamente para
cada aluno. Ele também cria pastas do Google Drive automaticamente para cada tarefa
e cada aluno, ajudando na organização. ” (GOOGLE, 2014, online).
Outros
benefícios promovidos pelo conteúdo da página inicial do serviço Classroom,
conjeturam que o aplicativo é mais voltado ao auxílio de professores com seus
métodos convencionais ao invés de ser uma nova interface que tenha por objetivo substituí-los, por exemplo. Dentre
as vantagens destacadas está a configuração simplificada, a otimização do
tempo, mais organização das tarefas e avaliações, uma melhora comunicativa
entre docentes e discentes e um espaço acessível e seguro para o usuário.
Apesar
das informações sugestionarem que o serviço da Google objetiva um auxílio para
cada professor de maneira subjetiva, ao fim da página inicial é informado que
para se beneficiar do Classroom é preciso ter uma conta no Google Apps for Education, e caso a instituição não a tenha,
sugere-se o contato com o administrador de TI da mesma para se inscrever.
2.
Criando
uma conta
Ao entrar no aplicativo
foi requisitado o login do Google Apps for Education, como
previamente indicado na página inicial. De tal maneira fez-se necessária a
criação de uma conta em tal serviço. Durante a navegação pelas páginas até
chegar ao formulário de cadastro, um momento chamou atenção ao aparecem logos
de universidades internacionais que, segundo o próprio site, já utilizam o serviço Google
Apps.
Iniciando
o processo de cadastro, constatou-se que a página do formulário de inscrição
estava completamente em inglês, portanto o conjunto, Google Apps for Education e Classroom, ainda não foram inteiramente
traduzidos. Durante o cadastramento, foram solicitadas informações básicas do
usuário, como nome e sobrenome, e sobre a instituição para qual será criada a
conta, sendo necessária a inserção inclusive do endereço completo, do número
aproximado de estudantes matriculados e se a mesma é uma instituição de ensino
superior ou primário/secundário. Nesse momento aconteceram os primeiros
empecilhos, pois o cadastro solicitou o endereço virtual da instituição, além
de um endereço de e-mail, que não pôde se limitar ao convencional da Gmail
(serviço que, vale salientar, é oferecido pela própria Google), sendo
necessário um endereço com domínio personalizado, de tal forma, se a
instituição de ensino não possuir uma página virtual ou o usuário não obtiver
um domínio próprio, o cadastro se torna impossível. Foram feitos alguns testes
e não há uma verificação rigorosa para a veracidade do endereço virtual da
escola, assim o usuário pode informar um fictício que a priori não acarretará em impedimentos. O grande problema até aqui
é que, caso algum docente decida utilizar o Classroom de maneira independente
para auxiliar as próprias aulas, sem necessitar de um incentivo institucional,
o mesmo precisará de no mínimo, possuir um domínio em seu nome, o que hoje não
pode ser considerado algo fora da realidade orçamentária, por exemplo, mas
também não é algo que todo internauta possui, ou mais, nem todos os usuários da
rede têm conhecimento de informática para tal finalidade. Com isso é possível
afirmar que assim como tido no texto explicativo da página inicial do site, referida neste artigo
anteriormente, o mais indicado é solicitar que um profissional de TI da
instituição em que o docente trabalha, faça o cadastro no Google Apps for Education para que o professor possa então utilizar
o Classroom independentemente, ao
menos que esse já possua os pré-requisitos para se cadastrar em ambos os
serviços.
Desafios
e primeiras impressões à parte, foi feito o cadastro por meio do endereço
virtual e domínio da Universidade Aberta do Brasil Polo Franca. Em seguida,
voltando à página específica do Google Classroom, com o login do Apps for Education,
foi possível iniciar a navegação interna do serviço. O Google Apps é uma plataforma que disponibiliza várias ferramentas,
indo desde soluções empresarias à educacionais, todavia, como o foco deste
artigo é o Sala de Aula, as outras funções não serão abrangidas.
3.
Configurando
a plataforma para acesso ao Classroom
Os aplicativos Google compõem uma plataforma virtual.
De tal maneira, há o administrador, que no caso é o usuário a criar a conta no Google Apps, e os demais usuários que
são inseridos e configurados pelo mesmo.
Existem também diversas funções aparentemente bem interessantes dentro
da plataforma, mas ressaltando mais uma vez que o foco do trabalho é o Classroom e para não estender
demasiadamente o conteúdo, se iniciou a confirmação do domínio para
disponibilizar os serviços pretendidos. Tal configuração se apresentou
complexa, exigindo a inserção de endereços específicos na página de contratação
dos serviços de domínio. Apesar de haver uma explicação passo a passo de como
realizar tal procedimento, houve certa dificuldade, mesmo o autor deste artigo
possuindo formação voltada à área de informática, o que conjetura que usuários
inexperientes encontrarão demasiadas dificuldades e podem, inclusive, não
conseguir de forma alguma realizar o processo.
Feito o direcionamento e
a confirmação do domínio, procedimento que como já dito foi complexo e demorou
vários minutos, tornou-se possível o acesso ao Classroom. Vale ressaltar mais uma vez que o mesmo se trata de
apenas um dos aplicativos do Google Apps,
que traz uma integração entre as principais ferramentas da empresa, como Drive, Gmail, etc., juntamente com aplicativos voltados às soluções
empresariais e educacionais.
4.
Por
dentro do Classroom
Dentro da plataforma Google são permitidos vários usuários
com diversas funções, que vão desde alunos a administradores, mas isso será
tratado futuramente. Como o autor deste artigo criou a própria conta no
serviço, seus privilégios de administrador permitem visualização e total
controle dos aplicativos e funções.
Aberto o Classroom, o primeiro passo foi criar
uma turma, pois é permitido gerenciar múltiplas Salas de Aula pelo mesmo
administrador. Posteriormente se iniciou o processo de configuração e
compreensão das opções de inserção de discentes e usuários. Há uma aba dentro
do aplicativo, intitulada de “alunos”, a mesma possui todas as opções para
gerenciamento da turma. Existe um código, automaticamente gerado, que segundo o
site permite convidar os alunos para
a Sala de Aula. Também é possível convidar pessoas manualmente, mas apenas
mediamente a lista de contatos. É obrigatório que o administrador do serviço Google Apps for Education, cadastre
usuários na plataforma definindo login
e uma senha genérica, de tal modo que todos os cadastrados utilizarão o domínio
personalizado, que no caso deste artigo é “uabpolofranca”. Somente depois de
inseridos dentro da plataforma é que os alunos poderão acessar a conta para
então participar do Classroom. Trata-se
então de uma plataforma virtual que necessita não apenas de um professor para
gerenciar as Salas de Aula, mas também de um usuário com as funções
administrativas para cadastrar, gerenciar e excluir usuários.
Além de inserir os
participantes, também é possível configurar as permissões dos discentes, de forma
que os mesmos podem postar e comentar, somente comentar ou então apenas
visualizar, sendo a possibilidade de postagem e comentário exclusiva ao
professor.
Outra aba disponível,
intitulada de “sobre”, traz algumas informações como o e-mail do docente e o
nome da pasta do Classroom que foi
criada no Google Drive. O segundo
trata-se de um outro aplicativo da Google
para armazenamento nas nuvens (termo designado a serviços de hospedagem de
arquivos online), onde o usuário pode
fazer o upload de arquivos de texto,
imagens, músicas, vídeos, etc., portanto todos os documentos criados ou
utilizados no Classroom serão
enviados para a pasta nas “nuvens”, realçando o conceito de integração das
ferramentas Google. Além disso, há também
na aba “sobre” a opção de modificar o nome e inserir uma descrição para a
turma.
A
aba “Stream” é onde acontecem as atividades do Classroom. O layout se
assemelha a uma linha do tempo, tal qual a de redes sociais como o Facebook, e existem apenas duas opções
disponíveis, o “aviso” e a “tarefa”. Ao criar uma tarefa é preciso, de início,
inserir um título e uma descrição, sendo a segunda opcional, para
posteriormente especificar um prazo de entrega. Em seguida existem as opções de
fazer upload de um arquivo, anexar um
documento do Google Drive, inserir um
vídeo do You Tube ou também colocar
um link da internet. Foi anexada uma
imagem do computador pessoal do autor deste artigo para fins de teste, com isso
foi liberada a opção para configurar o acesso por parte dos discentes, que
podem apenas visualizá-la, editá-la ou então recebe-la individualmente com uma
cópia sendo enviada para cada aluno.
Com
a atividade criada é visualizado o número de alunos que concluíram ou não a
mesma, além do prazo de entrega e dos comentários, estes que sugerem uma
interação entre os participantes, de modo que o docente pode, por exemplo,
inserir uma foto e fomentar uma discussão moderada no aplicativo.
A
cada momento é mais evidente que o Classroom
é um aplicativo para ser usado em conjunto com outros serviços Google, pois sua função é essencialmente
reunir os conteúdos de maneira mais didática, acessível e organizada para o
professor.
Pensando
em mais recursos com as opções para criação de atividades, o professor poderá
utilizar vídeos (o You Tube hoje
possui diversos canais educativos, documentários, vídeo aulas e vários outros
conteúdos bastante didáticos), imagens, páginas diversas da internet (como
blogs, sites educativos, etc.) e
também as principais ferramentas do Google
Drive, essas que permitem uma edição conjunta de texto, a criação de um
teste avaliativo com a ferramenta “formulário”, a construção de tabelas e
planilhas por múltiplos usuários, dentre outras funções interessantes que podem
ser amplamente exploradas pelo professor em suas aulas.
A
função “aviso” possui os mesmos recursos da “atividade”, com a diferença de que
o administrador não configura prazo e não visualiza o número de concluintes.
Essa opção, como o nome sugere, parece ser indicada apenas para avisos, sem
cunho avaliativo ou que necessite um feedback
obrigatório. Apesar disso, os discentes podem também comentar a postagem.
Quanto
à personalização, além de escolher o nome e a descrição da turma, o professor também
pode alterar o tema, selecionado um dos disponíveis pelo aplicativo.
Outra
função importante que foi identificada é a de filtrar a visualização das
postagens no “stream”, de forma que o moderador consegue visualizar atividades
e avisos excluídos, ou seja, o mesmo pode excluir uma postagem, mas caso se
arrependa ou deseje visualizá-la posteriormente, será permitido.
A
qualquer momento o docente pode excluir ou editar quaisquer avisos ou
atividades previamente inseridas, além de apagar ou configurar novas e antigas
turmas dentro do Classroom. Um
professor que possui diversos grupos de alunos consegue trabalhar
concomitantemente com os mesmos de maneira organizada, por exemplo.
Há
uma opção no canto superior esquerdo que possibilita alternar entre as turmas
de modo célere, além de ser possível retornar à página inicial do aplicativo ou
configurar as ferramentas do Google Apps.
Como
já referido, tudo o que é criado dentro do Classroom
recebe uma cópia no Drive, dentro da
pasta da turma. Assim, se for criada uma atividade, a mesma receberá uma pasta
nas nuvens e caso sejam inseridos arquivos dentro de tal tarefa, todos serão
copiados para a respectiva pasta. Em outras palavras, o docente possui um feedback organizado dentro do disco
rígido virtual, facilitando o controle dos documentos de suas turmas.
Ao
contrário da configuração da plataforma Google
Apps, o Classroom se mostrou
bastante intuitivo e simples, todavia o mesmo acaba por exigir a utilização e o
conhecimento de múltiplos aplicativos e serviços Google, tais como You Tube,
Drive, Gmail, etc. O desafio maior ficou por conta da confirmação e
configuração do domínio, além do fato de que a exigência do mesmo por si só já
se mostra um empecilho para professores limitados às atividades básicas da
internet. Entende-se dessa maneira que o mais indicado seria que a instituição
criasse uma conta no Google Apps for
Education e assim disponibilizasse o acesso aos professores para que esses
trabalhassem individualmente no Classroom
de acordo com suas necessidades, o que aparentemente é a intenção do aplicativo.







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